quinta-feira, 7 de abril de 2011

Irlanda. Há três anos em recessão sem fim à vista

Depois de resistir dois anos, o governo irlandês cedeu à pressão no final de 2010 e entregou ao Fundo Monetário Internacional um pedido de ajuda. Montante inicial do pedido: 85 mil milhões de euros. O Fundo entrou com 22,5 mil milhões, a União Europeia reservou 45 mil milhões e as reservas internacionais da Irlanda completaram o pacote, com 17,5 mil milhões. Em troca, um plano de austeridade ainda mais rigoroso que os anteriores - postos em prática pelo governo, sem sucesso, na tentativa de tirar o país da recessão em que mergulhou em 2008. No ano passado, o défice atingiu uns espectaculares 32% do PIB. Recorde-se que em Outubro o FMI tinha dito que a situação da Irlanda era "diferente" da da Grécia. Pois...

O objectivo do plano de austeridade mais duro de sempre, que a Irlanda entregou juntamente com o pedido de ajuda, é diminuir o défice 15 mil milhões de euros até 2014 - ou seja, 9% do produto interno bruto (PIB). Só este ano, a redução terá de ser de 6 mil milhões, se o país cumprir aquilo a que se comprometeu em troca do banho de liquidez dado pela ajuda internacional.
 
A austeridade foi mais longe do que qualquer irlandês teria suspeitado: o salário mínimo foi reduzido 12% e as pensões, o subsídio de desemprego e o abono de família sofreram um corte de 4%. Houve reduções de 5% nos salários até 30 mil euros por ano e de 8% acima de 125 mil euros. Diminuíram ou foram eliminadas deduções fiscais. Aumentaram os impostos sobre os combustíveis, o tabaco e o álcool. Aos lucros das maiores empresas foi aplicada uma taxa extraordinária de 10% e foram estabelecidas taxas especiais sobre as propriedades.

Recentemente, o banco central reviu para menos de metade a previsão de crescimento económico para 2011: de 2,4% para 1%. O desemprego atingiu o nível histórico de 13,4%, o triplo do de 2008. Os juros da dívida pública irlandesa, um dos motivos que levaram o país a solicitar o resgate, mantêm-se elevadíssimos, indiferentes à ajuda externa. Os de longo prazo estão nos 10%.

FMI lucra 1140 milhões com planos de resgate da Grécia e Irlanda

Irlandeses pagam 1280 milhões de euros em juros ao FMI e o montante pago pelos gregos ascende a 1560 milhões. Em três anos, o FMI lucra cerca de 1140 milhões com o plano de resgate dos dois países. Portugal pagaria, no mínimo, 600 milhões em juros.
Mediante as condições estipuladas no Memorando de Entendimento firmado entre a Irlanda e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a União Europeia (UE), que contempla um plano de resgate até 2014 no valor de 85 mil milhões de euros, e no qual se inclui o esforço de corte orçamental de €6 mil milhões em 2011, os juros cobrados pelo FMI ascendem a 5,7%, enquanto a taxa de juro de base desta linha de crédito cobrada pelo FMI ronda os 3,12%.
Ao todo, os irlandeses terão de pagar uma prestação superior a 1,28 mil milhões em juros pelo empréstimo de 22,5 mil milhões de euros, parcela que cabe ao FMI, sendo que 580,5 milhões assumem a forma de lucros a serem captados por esta instituição.
No que respeita à Grécia, os juros pagos pelo empréstimo de 30 mil milhões do FMI, num total de 110 mil milhões do pacote de ajuda, ascendem a 1,56 mil milhões de euros. A taxa de juro efectiva de 5,2%, também bastante superior à taxa de juro de base, que equivale a 3,33%, irá permitir ao FMI arredar, a título de juros, 561 milhões de euros.
Portugal pagaria ao FMI, no mínimo, 600 milhões em juros
Segundo os cálculos apresentados pelo Diário de Notícias, Portugal  ao recorrer à intervenção do FMI, e assumindo que Portugal necessitaria de um financiamento de 45 mil milhões, e que o FMI entra com 27% desse valor, os contribuintes teriam que pagar mais de 600 milhões em juros, dos quais 240 milhões representariam a margem de lucro do FMI.

Um ano de FMI na Grécia

 "Não precisamos de ajuda, nós podemos controlar a nós mesmos."

O FMI não ajuda ninguém, limita-se a disponibilizar dinheiro a governos em troca da aplicação de medidas que assegurem a liberalização selvagem da economia, o que significa asfixiar a vida da generalidade dos cidadãos e empurrar os mais desprotegidos para as zonas da nova escravatura.
Cumpre-se agora um ano sobre a data em que o FMI começou a “ajudar” o governo grego do socialista Papandreu. Embora os portugueses conheçam os efeitos de muitas das medidas aplicadas na Grécia (por serem comuns aos PEC’s). Eis alguns resultados de 12 meses de atrocidades sociais cometidas pelo Fundo Monetário Internacional neste país:

Salários
Congelamento de todos os salários do sector público até 2014.
Eliminação dos subsídios de férias e de Natal para todos os trabalhadores da função pública que ganhem mais de 3000 euros por mês brutos.
No caso dos trabalhadores da função pública que ganhem menos de 3000 euros por mês brutos os subsídios são limitados a 250 euros na Páscoa, 250 euros no Verão e 500 euros no Natal.
Redução dos subsídios no sector público entre 8 e 20 por cento e de 3 por cento nas empresas públicas.
No sector privado não houve aumentos salariais em 2010 e prevêem-se aumentos entre 1,5 e 1,7 por cento em 2011 e 2012 – contra uma inflação actual de 5,5 por cento.

Emprego/desemprego
Garantia de muito maior flexibilidade aos empresários para fazerem despedimentos: sem limites em empresas até 20 trabalhadores; seis despedimentos por mês em empresas entre 20 e 150 trabalhadores; cinco por cento dos efectivos ou 30 trabalhadores por mês em empresas com mais de 150 trabalhadores.
Redução das indemnizações por despedimentos.
Trabalhadores com menos de 21 anos podem ser contratados durante um ano por 80 por cento do salário mínimo com pagamento da segurança social também de 80 por cento.
Trabalhadores com idades entre os 15 e os 18 anos podem ser contratados por 70 por cento do salário mínimo.
Trabalhadores com menos de 25 anos que trabalhem pela primeira vez podem receber abaixo do salário mínimo.
Os trabalhadores considerados redundantes pelos empresários não podem contestar os despedimentos.
Aumento de três por cento das contribuições para a segurança social tanto de trabalhadores como de empregadores.

Pensões/Reformas
Congelamento de todas as pensões até 2013.
Eliminação dos subsídios de férias e Natal para os pensionistas com mais de 2500 euros por mês brutos.
Pensionistas abaixo dessa verba mensal bruta receberão 200 euros na Páscoa, 200 no Verão e 400 no Natal.
Eliminação dos subsídios de férias e de Natal a todos os pensionistas com menos de 60 anos, a não ser que tenham dependentes a cargo.
Aumento da idade de reforma nos sectores público e privado para 65 anos.
A idade de reforma passa a ser ajustada em função das estatísticas sobre a esperança média de vida a partir de 2020.
O cálculo das pensões vai ter em conta toda a carreira contributiva e não apenas os últimos anos, normalmente os de maiores rendimentos.
As pensões a pagar não podem ser superiores a 65 por cento do salário auferido durante o período activo. No regime anterior podiam chegar a 96 por cento.
A partir de 2015 não poderá haver reformas abaixo dos 60 anos, nem mesmo com penalizações.
A idade de reforma nas profissões de desgaste rápido sobre de 55 para 58 anos.
Os pensionistas com mais de 1400 euros mensais brutos são obrigados a descontar para um fundo de solidariedade social: três por cento até 1700; cinco por cento até 2300; sete por cento até 2900; nove por cento até 3500; 10 por cento acima de 3500 euros.
Aumento das idades de reforma para as mães trabalhadores. De 50 para 65 anos, de forma faseada até 2015, tanto nos sectores público como privado. No caso de mães com três filhos, de 50 para 60 anos até 2013
Retenção durante os primeiros três anos da transferência da pensão de viuvez.
Os ex-trabalhadores da função pública com menos de 55 anos que sejam detectados a trabalhar perdem a pensão; ou sofrem cortes de 70 por cento se tiverem mais de 55 anos.
Os fundos dos trabalhadores por conta de outrem, agricultores, empresários em nome individual e trabalhadores do sector público (equivalente à ADSE) serão integrados na segurança social até 2013.
Revisão completa das condições para militares e membros das forças de segurança, com aumento das idades de reforma e eliminação de bónus especiais
Redução do número de fundos para profissões liberais.

Impostos
Aumentos do IVA em 10 por cento por escalão, até 23 por cento
Imposto adicional de 10 por cento sobre tabaco, bebidas alcoólicas e combustíveis.
Impostos entre 10 e 40 por cento sobre automóveis de luxo, novos ou usados.
Imposto de 20 por cento sobre a publicidade na TV a partir de 2013.
Estabelecimento de um imposto especial de um por cento a quem tenha um rendimento anual mínimo de 100 mil euros

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O BCE financia a especulação dos bancos

Tal como aconteceu antes da crise de 2008, em que os bancos financiaram os especuladores, a uma taxa de juro baixa, para que pudessem depois obter elevados lucros, agora também o Banco Central Europeu (BCE) está a financiar a banca a uma taxa de juro também muito baixa (1%), não impondo quaisquer limites na utilização desse dinheiro, para que depois os bancos possam obter lucros extra à custa das taxas de juro elevadas que cobram não só aos Estados, mas também às famílias e às empresas. É um esquema que interessa tornar claro para todos, embora os comentadores oficiais com acesso privilegiado aos media nunca se refiram a ele, procurando assim ocultá-lo. Por isso vamos voltar a ele. E esse esquema "diabólico" é o seguinte.

Antes de ter entrado para a Zona Euro, Portugal possuía um Banco Central (Banco de Portugal) que podia emitir moeda (escudos), e que comprava divida ao Estado a uma taxa reduzida, assegurando assim o seu financiamento e também garantindo que nunca o Estado entrasse em falência porque o Banco de Portugal disponibilizava sempre os meios financeiros para que o Estado pagasse os seus compromissos. As únicas limitações eram em relação à divida externa, que teria ser paga em divisas o que obrigava o Estado a recorrer fundamentalmente ao endividamento interno para se financiar, e a necessidade de evitar que a inflação disparasse.

Com a entrada para o euro, o Banco de Portugal e o Estado português perderam esse poder que passou para o Banco Central Europeu (BCE). Só ele é que pode emitir euros. Para além disso, foi introduzida uma norma nos Estatutos do BCE que proíbe que este banco compre directamente dívida aos Estados. No entanto, pode comprar dívida soberana, ou seja, dos Estados, no chamado "mercado secundário" onde têm acesso os bancos. Portanto, está-se perante a situação caricata que permite à banca especular com a divida emitida pelos Estados, que é a seguinte: o BCE não pode comprar directamente a dívida ao Estado português, mas já pode comprá-la aos bancos que a adquirem. E então o esquema especulativo montado pela UE e pelo BCE para enriquecer a banca à custa dos contribuintes, das famílias, e do Estado português é o seguinte: a banca empresta às famílias, às empresas e ao Estado português cobrando taxas de juro que variam entre 5% e 12%, ou mesmo mais, depois pega nessa divida, titularizando-a, e vende-a ao BCE obtendo empréstimos a uma taxa de juros de apenas 1%.

Vejamos então quais têm sido os efeitos para Portugal deste sistema especulativo, que tem sido sistematicamente ocultado pelo governo e pelos comentadores oficiais, financiado pelo BCE, banco este que, em principio, devia servir os Estados que constituem a Zona Euro e não a especulação.

EM APENAS TRÊS ANOS A DIFERENÇA DE TAXAS DE JURO DEU À BANCA PORTUGUESA UM LUCRO DE 3.828 MILHÕES DE EUROS

O quadro seguinte, construído com dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, mostra, de uma forma quantificada, os custos para as famílias, para as empresas e para o Estado, daquele mecanismo especulativo criado na Zona do Euro e financiado pelo BCE, no período 2008-2010.

Quadro 1 – Financiamento da banca pelo BCE, juros pagos ao BCE, e juros depois cobrados pela banca pela concessão de empréstimos com os meios cedidos pelo BCE
ANOS
Recursos obtidos pela banca do BCE
Milhões €
Taxa de juro cobrada pelo BCE
Juro anual pago banca ao BCE
Milhões €
Taxa de juro média cobrada pela banca em Portugal segundo Banco Portugal
Juros cobrados pela banca em Portugal dos empréstimos do BCE
Milhões €
Margem Financeira Liquida (Diferença de juros que reverteu para a banca em Portugal) Milhões €
2008 14.407 1% 144 6,87% 990 846
2009 19.419 1% 194 5,05% 981 786
2010 48.788 1% 488 5,50% 2.683 2.195
SOMA     826   4.683 3.828
Fonte: Boletim Estatístico -Março 2011 -Banco de Portugal

Segundo o Boletim Estatístico de Março de 2011 do Banco de Portugal, a banca a operar em Portugal obteve, do BCE, financiamento no valor de 14.407 milhões € em 2008; de 19.419 milhões € em 2009; e de 48.788 milhões €, pagando uma taxa de juro de apenas 1%, o que determinou que, por este volume de empréstimos, deverá ter pago ao BCE cerca de 826 milhões €. Segundo também o Boletim do Banco de Portugal, a banca cobrou pelos empréstimos que, com esse dinheiro obtido do BCE, depois concedeu a particulares, a empresas e ao Estado, taxas de juro médias que variaram entre 5,05% e 6.87%, o que permitiu à banca embolsar, nos três anos, juros que somaram 4.683 milhões €. Se subtrairmos a esta receita de 4.683 milhões €, os juros que teve de pagar ao BCE – 883 milhões € - ainda restam 3.828 milhões €, que constitui a sua margem financeira liquida obtida só com o financiamento do BCE à taxa de 1%.

A BANCA AUMENTOU TAMBÈM OS LUCROS LIQUIDOS À CUSTA DE IMPOSTOS NÃO PAGOS

Mas não é apenas o BCE e os mecanismos criados na Zona do Euro que financiam a especulação dos mercados, ou seja, dos bancos à custa das populações. Como isso já não fosse suficiente, em Portugal, através da multiplicação de benefícios fiscais concedidos à banca, aprovados pelos sucessivos governos e mantidos numa altura em que são impostos sacrifícios à maioria dos portugueses, os lucros da banca têm aumentado também à custa dos impostos que não paga. O quadro seguinte, construído com dados também constantes do Boletim Estatístico do Banco de Portugal de Março de 2011, mostra como a banca continua a gozar de elevados benefícios fiscais, determinando a perda de elevada receita fiscal para o Estado.

Quadro 2 – Resultados Antes de Impostos, Imposto pago e Imposto que a banca devia pagar, e Lucro Liquido em 2009 e 2010
ANOS
Resultados da banca Antes Impostos
Milhões €
Impostos Pagos
Milhões €
Taxa de Imposto paga (efectiva)
Imposto que a banca devia pagar
(IRC: 24,9%+1,5% derrama=26,4%) (*)
Milhões €
Imposto que a banca não pagou mas que devia ter pago
Milhões €
LUCROS LIQUIDOS
Milhões €
2009 2.247 446 19,8% 594 148 1.801
2010 2.543 329 12,9% 672 343 2.214
SOMA 4.790 775 16,2% 1.266 491 4.015
Variação entre 2009-10 +13,2% -26,2% -34,8%  +13,3% +131,5 +22,9%
Fonte: Boletim Estatístico - Março 2011 -Banco de Portugal; (*) A taxa de IRC para os lucros até 12.500€ é de 12,5%, sendo a taxa de 25% aplicada aos restantes lucros

Segundo o Banco de Portugal, entre 2009 e 2010, os Resultados Antes de Impostos da banca em Portugal aumentaram 13,2%, mas o valor dos impostos pagos sobre os lucros (IRC + derrama) diminuíram em -26,2%, pois passaram de 446 milhões € para 329 milhões €, o que determinou que os Lucros Líquidos da Banca tenham aumentado (+22,9%), portanto mais do que a subida registada nos Resultados Antes de Impostos (13,2%). O aumento mais elevado nos Lucros Líquidos da banca deve-se ao não pagamento dos impostos que qualquer outra empresa está sujeita. Em 2 anos apenas (2009/2010), a banca em Portugal devia ter pago mais 491 milhões € de impostos se tivesse pago a taxa legal. A taxa média efectiva de impostos sobre lucros paga pela banca em Portugal foi, em 2009, de 19,2% e, em 2010, de apenas 12,9%, o que dá uma taxa média de 16,2% para o período 2009-2010, quando a taxa legal é de 26,4% (24,9% de IRC + 1,5% de derrama). A injustiça fiscal no nosso País atingiu uma dimensão nunca antes atingida depois do 25 de Abril, e quando a carga fiscal sobre trabalhadores e pensionistas cresceu muito.

A ESPECULAÇÃO COM A DÍVIDA SOBERANA PORTUGUESA FINANCIADA PELO BCE

Este ano, segundo o OE-2011, o Estado Português necessita de 45.000 milhões € para financiar, por um lado, os empréstimos cujo prazo de pagamento termina este ano e, por outro lado, para cobrir o défice orçamental que Sócrates e Passos pretendem que corresponda a 4,6% do PIB (7.980 milhões €). Se Portugal tiver de pagar taxas de juro entre 8% e 9%, um empréstimo naquele montante custará ao País cerca de 3.825 milhões € de euros por ano só de juros. Se a banca emprestar aquele valor e se depois conseguir vender essa dívida ao BCE pagando uma taxa de juros de apenas 1%, o encargo que ela terá será de 450 milhões € por ano, o que determinará que a sua margem financeira liquida será de 3.375 milhões €/ano. E em 2012, para além daqueles 45.000 milhões €, o Estado português precisará de se financiar em mais 35.000 milhões €, o que determinará que os encargos anuais só com juros, se se mantiver a mesma taxa, aumentarão em mais 2.975 milhões €.

Tenha-se presente que a soma destes dois empréstimos representa apenas metade da dívida do Estado. E este tem mais juros a pagar pela restante metade da divida. É uma situação incomportável e insustentável para o País e para os portugueses. É urgente por cobro a este esquema diabólico que tem como objectivo financiar os lucros da banca, que foi responsável pela grave crise financeira que enfrentamos, à custa dos contribuintes portugueses e do crescimento da economia portuguesa.

As agências de "rating", cujos lucros aumentaram significativamente em 2010, e uma parte importante das suas receitas são pagas pelos bancos (em 2010, as receitas da Standard & Poor´s e Moody´s atingiram 3,5 mil milhões €, e os seus lucros 1,31 mil milhões €), acabam por participar de uma forma perversa – são parte interessadas – em todo este esquema, que só terminará, quando a banca for eliminada do circuito de intermediação, e os Estados da Zona Euro puderem financiar-se junto do BCE , embora de uma forma controlada e com limites. A não acontecer isto, os países como Portugal, para não deixarem de poder financiar-se, terão de sair da Zona Euro, e os seus bancos centrais adquirirem novamente o poder para emitir moeda . Eis o dilema que se coloca e que se terá de enfrentar. O recurso ao chamado Fundo Europeu de Estabilização Financeira não resolverá o problema, pois não impedirá a especulação, como provam os casos da Irlanda e Grécia. 
 
Por: Eugénio Rosa, economista

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Beijo à polícia" - Grupo Voina



"Image Fulgurator" - Julius von Bismarck


Wowereit powered by "O2"
Klaus Wowereit (mayor de Berlin) na inauguração do "ART FORUM 2008". 

Fulguration of "the Magritte dove" no retrato de Mao Zedong na praçao de Tiananmen

Discurso de Obama na Alemanha na Siegessäule, Berlim. 24 de Julho 2008


"People’s great trust in their photographic reproductions of reality was what motivated me to develop the *Image Fulgurator*. A camera can be used as a personal memory tool, since people do not doubt the veracity of their own photographs. Hence, photos can reproduce the reality of an individual environment or public space. At sacred or popular locations, or those having a political connotation, an intervention with the Fulgurator can be particularly effective. Especially objects with a special aura or great symbolic power are good targets for this kind of manipulation. In other words, with the Fulgurator it is possible to have a lasting effect on those kinds of individual moments and events that become accessible to the masses only because they are preserved photographically.

In this context the Fulgurator represents a manipulation of visual reality and so targets the very fabric of media memory." Julius von Bismarck


Video of the first test of an image fulguration in public.
Context: This video shows an Intervention at the Checkpoint Charlie in Berlin. (former border of east and west Germany) The target of the manipulation was the famous "YOU ARE ENTERING THE AMERICAN SECTOR" - sign.
The manipulation created a link from the former East / West border to the US / Mexican border in order to reimagine the dramatic situation at worldwide borders today. The message was addressed to the tourists on location, that can travel easily over every border without risking their life.